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terça-feira, 11 de outubro de 2011




4 passos para se reinventar

Viver é transformar-se. Siga então 4 passos para lidar com a 

metamorfose e reinvente-se

Publicado em 07/10/2011
Reportagem: Marjorie Zoppei - Edição: MdeMulher
Algumas mudanças a gente busca, outras nos atropelam. O segredo está em saber lidar com a metamorfose
Foto: Getty Images
Todas nós viveremos a experiência da renovação. Nossa essência e nossas escolhas já se transformaram
em cada etapa do desenvolvimento: do nascimento à infância, da adolescência à fase adulta. Mas não é porque alguém "já cresceu" que a sua identidade está fixada. Do corte de cabelo ao círculo de amigos,
você já mudou e mudará muitas vezes. Sem falar nas mudanças que não escolhemos, como a morte de alguém querido. "É preciso passar por uma adaptação e nem sempre há tempo para assimilar o que
foi embora e o que ficou na sua vida", diz Eliane Santos, trainer em programação neurolinguística
do Instituto Vencer (SP).
A questão, então, é saber lidar com a transição. Isso se faz entendendo o processo de metamorfose.
Segundo especialistas, devemos passar por quatro passos: a dissolução, a reinvenção,
a reforma e o voo. Veja como funciona cada momento e... reinvente-se!

1º Passo - Dissolução

A primeira fase da mudança é a mais marcante, o momento em que nos sentimos como alguém sem identidade - pois tudo o que ficou para trás não fará mais parte do presente.
É como se você passasse por um tempo de luto, de assimilar o que foi perdido e o
que é preciso deixar para trás. "Esse período tem a duração de até um ano e passa por cinco fases:
a negação, a raiva, a negociação, a depressão e a aceitação", explica a psicoterapeuta Lana Harari, da Universidade de São Paulo (SP).
"A maioria das pessoas luta contra essa mutação para manter a identidade de antes. Afinal, é mais fácil atribuir nossa frustração no trabalho ao chefe, nosso desequilíbrio à família, nossa falta
de prazer ao parceiro e, assim, nunca assumir que poderemos ter as rédeas da própria vida.
Somos responsáveis por nossos atos e escolhas", afirma Eliane Santos.
A dissolução soa como fim - e até pode ser. Isso é, de fato, assustador.
Mas não há reviravolta que não passe por esse basta. E quanto mais depressa a gente se desapegar do passado, melhor.

2º Passo - Reinvenção

"A transformação se dá de dentro para fora", explica o psicólogo clínico Paulo Cesar Pereira,
da Universidade Paris Diderot, na França. Diante do fato consumado de que a identidade
anterior não existe mais, cabe perguntar: quem eu sou hoje? O que quero para o futuro?
O que preciso mudar para chegar lá? Sabendo o seu destino, vem a fase de buscar meios para alcançá-lo. "Pode ser tomando a experiência de alguém como exemplo, pode ser começando tudo do zero",
sugere Pereira. "O mais importante é que essa viagem é contínua, é preciso nos recriar a
todo momento. Somente assim saímos do piloto automático, que por vezes é desculpa
perfeita para aqueles momentos em que estamos acomodadas", completa Eliane Santos.
Considere os seus objetivos, esperanças e interesses e passe a visualizar quem você quer ser.
Bastam 15 minutos por dia. Feche os olhos e, mentalmente, veja, toque e sinta a realidade que quer criar. Lembre-se: é nesse exato momento que você constrói o seu futuro.

3º Passo - Reforma

Essa é a hora de colocar os planos em prática. "No começo, o esforço é grande e p
recisamos constantemente nos policiar de qualquer desvio", alerta Lana Harari.
Abandone velhos hábitos, afaste-se das pessoas que a deixam para baixo, visite lugares novos... "Transformar é aprender com a experiência, liberar o seu potencial e maximizar a sua performance.
É entender que você consegue realizar mais do que acha que pode", incentiva Eliane Santos.
Não se sinta mal caso precise voltar ao primeiro ou ao segundo passo. "Saber recomeçar é o
requisito básico de alguém que verdadeiramente queira a transformação", conta Lana.
Lembre-se que você está num caminho totalmente novo e, por isso, desconhece o que a
espera na frente. Seja paciente e carinhosa consigo mesma.

4º Passo - Voo

O psicólogo americano Silvan Tomkins criou a Teoria do Script, segundo a qual a emoção é
o que nos move. Quando positiva, é nosso termômetro de felicidade, de satisfação.
Mas mesmo as emoções negativas, como a dor e a sensação de vazio, não devem ser
interpretadas como fracasso ou punição, pois têm uma função positiva a cumprir: servir de
motivação para conseguir reverter uma situação que não está boa. Então, não se deixe abater com
algo de fora: é preciso estar segura das suas decisões e disposta a fazer ajustes permanentes.
"Depois da meta atingida, pare e reavalie o que está dando certo e o que ainda precisa de reparo.
Esse é um ciclo constante", diz Lana Harari. Só assim encontramos um equilíbrio entre o novo e o velho "eu".

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